Também tive prazer com a pousada, mas ela me
dividia, diz Souza. Depois de 16 anos perdi a empolgação, pois é um
negócio que exige um tipo de dedicação diferente, diz. Ele acabou por fechar a
pousada no começo do ano.
Souza diz que voltou a se concentrar unicamente no que gosta. Hoje, além
do turismo de aventura, dedica-se a criação de circuitos indoor. Traduzindo:
instalação de paredes de escalada, circuitos de arborismo, trampolins, camas elásticas
ou rapel dentro de shoppings e casas de festas e eventos. É um negócio mais
urbano e nemos sazonal, diz Souza, que começou essa atividades no fim dos anos 90.
Ao mesmo tempo, o empresário não deixa de apostar no segmento outdoor. Ele acredita que
a entrada em vigor das regras da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para o
setor de turismo de aventura pode impulsionar a atividade com mais qualidade e
profissionalismo.
No começo das atividades, Souza tinha uma sócia. Uma economista. Isso
ajufou a manter o negócio, já que na época ele não tinha experiência nem formação
empresarial. Eu cuidava da parte técnica, diz. Hoje sua esposa Elizabeth,
cuida da rotina administrativa da Açu, que tem um equipe de 18 guias formados. O
empresário continua com as atividades técnicas, mas afirma que atualmente tem mais
conhecimento de gestão. Aprendi com a
vivência. Acompanho a administração da empresa e faço um planejamento das metas da
companhia.
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